sábado, 2 de abril de 2016

ALENTEJO: UM OLHAR CITADINO

Alentejo:
Alentejo não é um lugar de passagem a caminho do Algarve e das férias de Verão. Das praias, da multidão e da confusão.
Alentejo é muito mais que uma planície de chaparros e arbustos secos pelas temperaturas elevadas que se sentem no Verão.
Alentejo é um mundo por descobrir.
O Alentejo tem que ser sentido para ser amado.

Alentejo é paisagem a perder de vista, são campos e campos de várias tonalidades, onde predomina o amarelo, o roxo, o branco e o verde. E para contrastar um vermelho de papoilas aqui e acolá.

Alentejo não é só Espaco também é Silêncio, serenidade e tranquilidade. 
Alentejo é olhar o céu numa noite sem nuvens e descobrir como somos insignificantes perante o universo. É descobrir profundidade nas estrelas, é juntar os conjuntos de estrelas e formar as constelações, é conseguir ver a Via Láctea, é ficar horas a admirar o céu e perceber a diferença de andamento entre um satélite e uma estrela cadente.

Alentejo é Silêncio, é doer os ouvidos de não ouvir nada. É ser surpreendido pelo silencioso vôo de uma coruja. É ser acordado pelo galo a cantar. É ouvir as aves ao amanhecer. É ver animais no seu habitat natural, uns fugindo e outros caçando, segundo o ciclo da cadeia alimentar.

Alentejo é ficar em Silêncio, perdido no Tempo a contemplar o Espaço.
Alentejo faz-nos bem. 
Faz bem e trás descanso a um olhar citadino.



Cidade:

Muitas casas, muitos carros, muita gente, muito barulho e poucos ruidos naturais. Mas isso não é novidade, a cidade é mesmo assim.

Mas num olhar alentejano sobre a cidade deparo-me com 
indiferença e stress.