sábado, 7 de maio de 2016

ALENTEJO?


Alentejo ... outra vez ???
Quando se gosta a sério não cansa repetir, é um prazer voltar.
E após uma semana péssima de trabalho... Alentejo sabe mesmo bem!

Embora sejam as mesmas rolas, as mesmas pegas, os mesmos coelhos a fugir de arbusto em arbusto, as mesmas tocas redondas, as mesmas garças brancas, a mesma garça cinzenta... enorme tipo cegonha ... que voa e se assusta com a nossa aproximação, as mesmas aves de rapina, ...

Interrompo para vos contar como estão alegres as 4 pessoas lá dentro do restaurante, 2 portugueses e 2 holandeses, cantam animadamente, tanta alegria contagiante, até aninam quem está cá fora na esplanada à luz de vela e sob um teto repleto de estrelas e constelações.

Mas continuando... as andorinhas são tantas nesta altura do ano, tantas.... e voam em movimentos irregulares como que descrevendo um bailado no céu. Fico parada tentando voar com elas... ou segui-las nos seus movimentos assincronos, que por vezes parecem não ter medo de nós e quase nos tocam e surpreendem.

O chazinho de folhas frescas de hortelã com casca de limão, bebido neste ambiente noturno também sabe muito bem.

Mas a cada dia surge um pormenor novo, um peixe que salta de forma diferente da água, os flamingos que nunca mais se avistaram, as aves de rapina que hoje são 4, as cegonhas que não apareceram, as andorinhas às dezenas a bailarem em voos razantes, a coruja que se ouve de um lado e passado pouco tempo do outro, voou bem perto de nós e não a sentimos ... pois claro, todas as aves de rapina noturnas têm um voo silencioso, é uma das suas armas de caça.

Mas ouvir o piu de uma coruja bem perto de nós, sob um céu cravejado de estrelas, é algo que nos faz sentir pequenos, tão pequenos ... neste universo infinito.

Aqui não há dias iguais, cada dia é único. Único no que acontece, no que avistamos, no que não dominamos, no que nos surpreende ... simplesmente único. Predomina a calma e o silêncio, o sol e o calor, o horizonte e as cores de Primavera.

Este fim de semana ficou marcado pelo vento.
Vento forte que transforma as serenas águas de uma barragem em ondas marítimas, com crista branca e corrente forte.
Vento forte que faz o deleite dos falcões cá do sítio, que se deitam sobre ele, não necessitando bater as asas, e fazem um efeito lindo no céu de asas abertas descrevendo movimentos que o vento comanda. As andorinhas, também essas pequenas aves voam de forma estranha, tentando combater a força ao invés de se deixarem ir ao sabor do vento. Mas são teimosas e tentam descrever os seus movimentos naturais, que conjugados com o vento dominante os transforma num voar estranho e cómico.






As dezenas de andorinhas que voavam por ali.








A única Garça Branca que se deixou fotografar ... e reparem na distância ... são muito desconfiadas e fogem rápido.


Os 4 falcões que estranhamente voavam baixo.




O caminho estava pintado de roxo ;)



O passeio é sempre "superb"...


e a despedida difícil e saudosa.