sábado, 15 de outubro de 2016

ALENTEJO ESCONDIDO

Uma pessoa,
duas pessoas.
Um kayak,
dois kayaks.

Era uma vez duas pessoas,
loucas mas muito loucas ;)
perdidas no Tempo e no Espaço.

O "Silêncio":
- eram os gritos das Garças Cinzentas que teimaram em nos acompanhar em todo o percurso
- o bater das asas das aves que assustámos com o barulho do nosso remar
- o qua, qua dos bandos de Patos e dos Galdeirões-comuns
- o estalido das Carpas a saltarem fora de água
- os pius agudos dos Maçaricos-das-rochas, que saltitavam nas margens

Remámos, remámos,
remámos até ser noite.
Contemplámos o pôr do sol e voltámos de noite, 
com o primeiro astro a aparecer no firmamento,
e com as ondas que nos salpicavam o rosto.

Chegámos com os som das cigarras e das rãs a coaxar.
Chegámos de noite,
de uma longa aventura neste Alentejo escondido.









Para trás ficaram os paus que amámos e as fotos que tirámos.
Para trás ficaram as aves que nos acompanharam e as que assustámos.
Para trás ficou ... um pequeno paraíso.