terça-feira, 27 de dezembro de 2016

PORTO: DOURO I


Vou pintar um quadro:
- Ao centro o rio que corre com alguma corrente,
adornado pelas filas de barcos, remos, mastros e cordas.
- De lado a ponte que liga as duas margens.
- Ao fundo a encosta com "quadrados" amarelos e avermelhados.

O rio é estreito:
de uma margem avista-se a outra,
de uma margem ouve-se a outra,
de uma margem sente-se a outra,
e tudo cabe no meu quadro.

Saltito entre margens, por um tabuleiro ou pelo autro ;)
Saltito e oiço a música das gaivotas e o grasnar dos gansos.
Saltito e oiço a música da flauta que ecoa pela Ribeira,
ou da guitarra que nos embala com o "Hotel California".

Vou pintar um banco à beira rio,
um banco que faça parte da paisagem.
Um banco no vale, rodeado por encostas íngremes que abraçam o rio.
Vou pintar um banco para que alguém se sente,
e faça parte do meu quadro.