sexta-feira, 24 de março de 2017

EVORA

Um dia fui a Évora.
E fui a Évora com Tempo.
Com Tempo para ver o que tantas vezes olhei.
Com Tempo para ficar parado à espera que a paisagem alterasse,
e eu visse algo mais que nas outras tantas vezes que fui a Évora.

Porque a vida corre agitada, as tarefas sobrepõem-se, e mesmo quando o dia é dedicado ao lazer, ainda existe o plano de viagem: o passeio planeado, os monumentos programados, os espetaculos para ver, ... o plano que programamos e queremos cumprir para aproveitarmos tudo ao máximo, e rentabilizarmos o tempo dispendido.

Mas desta vez fui a Évora sem plano de visita, sem pressas, e sem o "tem que ser".

- Fui a Évora com Tempo para rodar em torno do Templo de Diana e procurar o melhor ângulo de fotografia.
Com Tempo para  fotografar o Templo do mesmo ângulo que estava hoje num guia de Évora que encontrei numa livraria.


Com Tempo para fotografar, rodar e dar a volta, tentando encontrar um ângulo melhor. Um ângulo que me dê uma visão mais abrangente de todo o monumento.


2 - Fui a Évora com Tempo para ficar parado diante de uma simples árvore e verificar que a sua existência complementa a paisagem.


Com Tempo para ficar parado até que a paisagem alterasse e uma charrete fizesse parte dela, e lhe desse movimento.